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Astronáutica - Parte 2


Desde o início foi uma competição. Nunca deixou de ser. O motor que impulsiona a conquista do espaço vem do orgulho das nações, da necessidade de mostrar hegeomonia, poder. Da política. No rastro desse ímpeto tão humano está a curiosidade, o desejo de descobrir, de adquirir conhecimento científico.

Nunca foi e talvez nunca seja diferente. O ser humano é assim, e as histórias abaixo ilustram um pouco desse sentimento, do pioneirismo que existe até hoje, em cada vôo além dos limites de nossa camada protetora de ar. Além dos nossos próprios limites.
Animais no espaço:

Diversos animais se anteciparam à aventura humana no espaço. Alguns se tornariam motivo de orgulho nacional – ou revolta, como Laika, o primeiro ser vivo a ficar em órbita da Terra, mas que não pôde ser trazida de volta em segurança.

Antes da cadelinha russa os americanos fizeram os macacos Albert 1 e Albert 2 voarem a bordo de um míssil V-2 capturado. Eles morreram durante testes balísticos no final dos anos 40. Durante a corrida espacial russos e americanos enviaram outros cães e primatas ao espaço. Muitos regressaram são e salvos.

A França também estudou o comportamento de um gato num vôo suborbital e o Japão enviou rãs à estação Mir. A China também fez testes com animais antecipando seu primeiro vôo tripulado por humanos. Pequenos animais e plantas têm viajado a bordo do ônibus espacial americano. Conheça a seguir alguns desses ilustres heróis involuntários.Laika

Sputnik 2, URSS - 3 de novembro de 1957
Laika foi encontrada nas ruas de Moscou e se tornou o primeiro ser vivo a ir ao espaço. Ela orbitou a Terra seis vezes, mais que Yuri Gagárin e John Glenn. Sua cápsula não foi projetada para ser recuperada e o Sputnik 2 queimou na atmosfera em 14 de abril de 1958. Laika morreu antes da reentrada.

Bars e Lisichka

Vôo de teste da Vostok, URSS - 28 de julho de 1960
O foguete explodiu durante o lançamento matando as cadelinhas Bars (Pantera) e Lisichka (Raposinha). Outra fonte afirma que o nome do primeiro cão era Chayka (Gaivota) e não Bars.

Belka e Strelka

Sputnik 5, URSS - 19 de agosto de 1960
Belka (Esquilo) e Strelka (Flechinha) voaram junto com 40 camundongos, 2 ratos e algumas plantas. Strelka mais tarde teve seis filhotes, um dos quais foi dado ao Presidente Kennedy. Belka e Strelka foram os primeiros cães resgatados com vida de um vôo suborbital.

Pchelka e Mushka

Sputnik 6, URSS - 1 de dezembro de 1960
Pchelka (Abelhinha) e Mushka (Mosquinha) foram dois cães que passaram um dia em órbita. Devido a um mau funcionamento dos retrofoguetes, a cápsula reentrou na atmosfera num ângulo incorreto e foi destruída, matando seus passageiros.

Damka e Krasavka

Sputnik, URSS - 22 de dezembro de 1960
O foguete do estágio superior não funcionou e o vôo foi abortado, As cadelinhas Damka (Pequena Dama) e Krasavka (Garota Bonita) foram resgatadas em segurança depois de um vôo suborbital não planejado.

Chernushka

Sputnik 9, URSS - 9 de março de 1961
A cadela Chernushka (Neguinha) foi acompanhada por alguns ratos e um porco da Guiné. O vôo foi um sucesso e abriu caminho para Yuri Gagárin.

Zvezdochka

Sputnik 10, URSS - 25 de março de 1961
Zvezdochka (Estrelinha) participou do último ensaio da Vostok 1. Esse cão antecipou o histórico vôo de Yuri Gagárin, o primeiro homem no espaço.

Verterok e Ugolyok

Kosmos 110, URSS - 22 de fevereiro de 1966
Verterok (Brisa) e Ugolyok (Pequeno Saco de Carvão) permaneceram 22 dias em órbita, até hoje um recorde canino de permanência no espaço, e que só foi ultrapassado por humanos em 1974 com a Skylab 2.
Gordo

Jupiter Missile AM-13, EUA - 13 de dezembro de 1958 Gordo foi o primeiro primata (macaco-esquilo) enviado ao espaço. Um defeito no mecanismo de flutuação da cápsula, porém, impediu o resgate e ela naufragou no mar.
Able e Baker

Jupiter Missile AM-18, EUA - 28 de maio de 1959
Able era uma fêmea de macaco rhesus e Baker um macaco-esquilo. Voaram a mais de 16.000 km por hora a uma altitude superior a 480 km. O vôo foi um sucesso e a missão marcou o primeiro resgate com êxito de seres vivos enviados ao espaço. Sensores foram implantados cirurgicamente nos animais para transmitir seus sinais vitais. Durante a remoção dos mesmos, no entanto, Able morreu por causa da anestesia.
Sam

Mercury Little Joe 2, EUA - 4 de dezembro de 1959
Foi parte do programa Little Joe, usado para investigar os efeitos das altas acelerações, motivo pelo qual o chimpanzé Sam tinha um aparato especial para protegê-lo. Sam foi recuperado com sucesso e conta-se que, no retorno ao laboratório, abraçou entusiasmado sua companheira, Miss Sam.
Miss Sam

Mercury Little Joe 4, EUA - 21 de janeiro de 1960
Miss Sam era a namorada de Sam e seu vôo foi um teste do sistema de fuga da cápsula Mercury. Também foi resgatada em segurança no oceano Atlântico, por um helicóptero da Marinha.
Ham

Mercury-Redstone 2, EUA - 31 de janeiro de 1961
O chimpanzé Ham realizou com sucesso um vôo suborbital, encorajando os astronautas humanos, como Alan Sheppard, que repetiria o feito em maio do mesmo ano. Após o vôo, Ham viveu no zoológico nacional de Washington, de onde foi transferido para outro zôo na Carolina do Norte. Seu nome foi uma homenagem ao Holloman Aerospace Medical Center, no Novo México. Ham viveu feliz com outros chimpanzés até morrer, anos mais tarde, do coração.
Enos

Mercury Atlas 5, EUA - 29 de novembro de 1961
Enos participou de mais de 1250 horas de treinamento na Força Aérea. Ele foi o segundo chimpanzé a ir ao espaço, realizando duas órbitas em torno da Terra e antecipando o vôo do Coronel John Glenn, o primeiro norte-americano em órbita.

Durante sua missão, um mau funcionamento fez a cápsula ficar descontrolada. Depois, o sistema de recompensa também apresentou problemas – e em vez de agradá-lo por uma atitude correta e puni-lo pela errada, os sinais se inverteram. Apesar disso o chimpanzé tomou as decisões corretas. Enos morreu logo depois de seu regresso.
Felix

Veronique AGI 47, França - 18 de outubro de 1963
O CERMA (Centre d'Etudes et de Recherches de Médecine Aérospatiale) efetuou uma série de experiências médico-biológicas de 1963 a 1967 utilizando foguetes Veronique e Vesta. O gato Felix foi o tripulante mais famoso dessas missões. Mas algumas fontes afirmam que o animal era na verdade uma fêmea e se chamava Felicette (Felicidade).

O animal vivia nas ruas de Paris antes de ser “recrutado” para ser o único felino que até hoje foi ao espaço (vôo sub-orbital). Eletrodos cirurgicamente implantados em seu cérebro transmitiram impulsos neurológicos durante o vôo. Todos os lançamentos partiram de Hammaguir (HMG), na Argélia. Com o sucesso de Felix, que foi regressou em segurança, foi tentado um novo vôo com outro gato, mas o animal não foi recuperado.
Arabella e Anita

Estação Espacial Skylab, EUA - 28 de julho de 1973
Arabella e Anita foram as primeiras aranhas a ir ao espaço. Idéia do estudante Judy Miles de uma escola secundária norte-americana, que imaginou se as aranhas seriam capazes de tecer teias num ambiente de microgravidade. Os cientistas da Nasa gostaram da proposta e alojaram dois espécimes confortavelmente a bordo de um gigantesco foguete Saturno V modificado, de onde foram transferidas para a estação Skylab para uma estada de vários dias em órbita da Terra.

Esses astronautas de oito pernas, contudo, não retornaram vivos. Anita morreu em órbita pouco antes de voltar à Terra, e Arabella foi encontrada morta após o regresso de sua cápsula. Seus corpos permanecem até hoje em exposição no museu Smithsonian.
Projeto Bion

Entre 1973 e 1996, a Rússia e a antiga União Soviética lançaram 11 satélites chamados Bion (diagrama ao lado), levando seres vivos. Os parceiros na época incluíam, entre outros, a Comunidade dos Estados Independentes, Checoslováquia, Canadá, China, Alemanha, Agência Espacial Européia, França, Polônia, Ucrânia e Estados Unidos. A série Bion eram naves Vostok modificadas, lançadas a partir do Kosmodrome, norte da Rússia. Elas levaram ao espaço ratos, rãs, peixes, macacos, insetos e tartarugas, além de células, sementes, fungos e plantas.
Ônibus espacial

Challenger - Missão STS 51-B
EUA, 21 de abril de 1985
A Nasa iniciou uma série de vôos dos ônibus espaciais carregando animais vivos na missão STS 51-B, em 1985. Dois macacos-esquilo e 24 ratos albinos ficaram no Spacelab, um laboratório reutilizável a bordo do Challenger. Os animais propositadamente não receberam nomes e um dos macacos sofreu da Síndrome de Adaptação ao Espaço, comum em alguns astronautas iniciantes em seus primeiros dias em órbita. Todos os animais regressaram com boa saúde.


Columbia - Missão STS 90
EUA, 17 de abril de 1998
O Spacelab do Columbia abrigou nesta missão uma grande número de animais, entre ratos recém-nascidos (170), peixes de aquário (229), lesmas (135), larvas (1500), algumas ostras e uma rata prenha. Em órbita, os astronautas conduziram estudos sobre como o ambiente de microgravidade influencia o cérebro e o sistema nervoso dessas espécies.


Columbia - Missão STS 107
EUA, 1 de fevereiro de 2003
Esta foi a trágica missão do Columbia que resultou na morte dos sete astronautas após 16 dias em órbita. Muitos animais e plantas também estavam a bordo, como bichos-da-seda, aranhas, abelhas, peixes, minhocas, rosas, musgos, fungos e bactérias. Surpreendentemente, entre os destroços encontrados após a desintegração do ônibus durante a reentrada, estava um contêiner com minhocas vivas. Alguns musgos também foram encontrados junto aos fragmentos da nave.

Continua...
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Sou professor da rede privada de ensino lecionando as disciplinas Física, Química, Matemática e Ciências no COLÉGIO EFETIVO/MARTINS - RN. Graduado em Ciências com habilitação em Matemática - Licenciatura Plena - pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN -, graduado em Física - Licenciatura Plena - pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN. Professor de Física aplicada a radiologia, física aplicada ao petróleo e gás e Desenho técnico de cursos técnicos ministrados pela CENPE cursos, unidade Patu RN

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