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Viajante do tempo? Será?






Bizarro! 28 de janeiro de 2005: agentes do FBI (A Polícia Federal Americana) conduzem um preso e devidamente algemado pelas ruas de Nova Iorque um misterioso cidadão, sob a acusação de obter vantagens indevidas no mercado de ações de Wall Street mediante a fraudulenta utilização de informações privilegiadas.

O sujeito, quando interrogado, disse se chamar Andrew Carlssin, 44 anos de idade e que.... O sucesso das suas operações na Bolsa devia-se ao fato de ele SER UM VIAJANTE DO TEMPO, ADVINDO DO ANO 2256 e que, justamente por esse motivo, sabia com precisão e bastante antecedência o que estava fazendo! Com um investimento inicial de apenas 800 dólares, em duas semanas ele obteve um portfólio avaliado em 350 MILHÕES DE DÓLARES! Todas as transações que realizou deram lucros, mesmo em áreas temerárias e inesperadas dos negócios, o que - concordam os membros da Comissão de Segurança do Governo que assumiram as investigações - "não poderia se tratar simplesmente de sorte, uma vez que ele somente poderia ter conseguido isso através de informações internas ilegais".



O tal "viajante do tempo" acha-se, ao que se saiba, atualmente sob custódia, preso em uma cela da Ilha Riker até que "finalmente concorde em divulgar as suas fontes". Porém, Andrew Carlssin jura que é mesmo um viajante no tempo e que necessita urgentemente ser libertado para retornar ao futuro na sua "nave temporal", da qual ele se recusa a revelar a localização com medo que venha a "cair em mãos erradas". O mais espantoso de tudo é que os agentes federais ainda não encontraram nenhum registro existente sobre qualquer Andrew Carlssin antes de dezembro de 2002.



Portanto ele oficialmente NÃO EXISTE NO NOSSO TEMPO! E durante as quatro horas de severo interrogatório, Carlssin disse que viera de uma época 200 anos à nossa frente e que o seu conhecimento da era atual lhe permitira acumular a fortuna que obteve. - "Era tentador demais para resistir", acrescentou no depoimento que foi gravado em videotape. E para provar que estava falando a verdade, Carlssin se ofereceu para falar sobre "fatos históricos" como a futura cura da AIDS e o real esconderijo de Osama Bin Laden. - "Pode se tratar de um lunático", pensam algumas autoridades.

"Deve ser um brincalhão", afirmam outros. Contudo, depois disso abafaram o assunto e nunca mais se ouviu falar dele. Realmente curioso. Mas.... E SE ELE NÃO FOR UM LUNÁTICO, E SE ISSO NÃO FOR MESMO UMA BRINCADEIRA?
Fonte: Muitos posts, domínios fantásticos

Entenda a Jabulani.


Bola oficial da Copa 2010, na África do Sul, a Jabulani recebeu críticas de jogadores - principalmente goleiros. Produzida pela Adidas, a Jabulani é mais veloz e atinge maior altura que outras bolas, como a Teamgeist, usada na Copa de 2006. Além disso, ela cai de forma mais abrupta e sofre desvios maiores.

O comportamento da Jabulani faz pensar que a bola seja mais leve ou menor que as outras, mas ela tem diâmetro e massa que obedecem aos regulamentos da Fifa - é uma bola 100% oficial. Onde está então o segredo da Jabulani? Na aerodinâmica - e numa característica aerodinâmica que parece contraditória.

A bola da Copa de 2006 tinha a superfície lisa, como a da maioria das bolas de futebol. A Jabulani é toda coberta de ranhuras - um pouco parecidas com os sulcos das impressões digitais. E apesar de normalmente se pensar que objetos lisos são mais aerodinâmicos, as superfícies com irregularidades podem ser melhores para diminuir o arrasto. É por isso que a pele dos tubarões, nadadores velozes, parece uma lixa. E as bolas de golfe se valem de sua superfície cheia de cavidades para voar mais longe.

Irregularidades aumentam o arrasto quando um objeto está em baixa velocidade, mas em alta velocidade provocam a diminuição do arrasto, se tiverem a disposição e as dimensões corretas. Isso acontece porque existem dois tipos de fluxo de ar (ou outro fluido, como a água) em torno de um objeto. Um deles é chamado de laminar, e o outro, de turbulento.

O fluxo laminar provoca menor resistência, o que leva à separação da camada de ar em volta do objeto (camada limite, formada por moléculas de ar aderidas à superfície). Quando ocorre a separação (com o aumento da velocidade), cria-se uma zona de baixa pressão atrás da bola, o que aumenta o arrasto.

Na Jabulani, as ranhuras superficiais ajudam a criar um fluxo turbulento, evitando a separação - e diminuindo a resistência nas velocidades mais altas.

Ela não é a primeira a aproveitar a vantagem aerodinâmica das superfícies rugosas. Outros fabricantes criaram bolas com cavidades semelhantes às das bolas de golfe.

Font : A aerodinâmica da bola de futebol, de C.E. Aguiar e G. Rubini (artigo publicado na Revista Brasileira de Física)

VUVUZELA - Ela é a comandante da copa do mundo 2010.




A trilha sonora da Copa do Mundo de Futebol 2010 na África do Sul já está irremediavelmente definida: Vuvuzelas em coro! Nenhum outro som será mais marcante do que esta sinfonia de zumbidos nos estádios!

A gente assiste a uma partida na TV e, mesmo depois que o jogo termina, aquele maldito "som de abelhas" ainda fica ecoando nas nossas cabeças! Dizem que tem gente assistindo às partidas no estádio com tampão de ouvido porque o som ao vivo é insuportável.

A Vuvuzela é uma espécie de corneta tradicional na África e que em sua versão atual, modernizada, é feita de plástico. Não tem nada de sofisticado. Trata-se de um tubo vazado que deve ser excitado por um sopro forte e contínuo numa de suas extremidades.

Os tubos que podem vibrar e emitor sons são chamados em Física de tubo sonoros e são classificados em abertos ou fechados. O aberto é vazado, ou seja, tem as suas duas extremidades abertas. O fechado tem uma extremidade aberta e a outra fechada. É o que nos mostra a figura abaixo.

Os tubos sonoros não podem produzir qualquer som. As condições de contorno do sistema (extremidade aberta ou fechada) forçam o aparecimento de apenas alguns sons "permitidos" chamados de harmônicos e que correspondem a modos de vibração bem específicos. Isso ocorre porque na prática, quando um som viaja dentro do tubo, pode sofrer reflexões e refrações. Assim, temos sons indo e vindo dentro do tubo, viajando na mesma direção mas em sentidos opostos. Quando estes sons se encontram, ocorrem superposições e formam-se estacionárias que são figuras que mapeiam a interferência sonora ao longo do tubo. Em certos casos, a superposição acontece com sons em fase e há uma intereferência do tipo construtiva pois os dois sons se somam, "construindo" um som mais forte (ponto de reforço). Noutros casos ocorre o oposto, com intereferência destrutiva, pois os dois sons se cancelam ou "destroem-se" (ponto de atenuação). Onde a interferência é construtiva dizemos que forma-se um ventre e onde a intereferência é destrutiva um nó.

Nas extremidades abertas dos tubos sempre temos ventres (IC = interferência construtiva) enquanto que nas extremidades fechadas temos nós (ID = interferência destrutiva). Confira na figura abaixo os perfils das onda sestacionárias mais simples formadas nos tubos abertos e fechados:

Os harmônicos (ou modos de vibração) que vão se formar numa Vuvuzela (tubo aberto) serão:

Note que L é o comprimento do tubo enquanto que λ é o comprimento de onda da onda sonora que se propaga dentro deste tubo. Note ainda que, pelas condições de contorno (ambas as extremidades abertas), os sons "permitidos" (ou harmônicos) na Vuvuzela devem ter ao longo da extensão L um número inteiro (1, 2, 3, 4, 5, ...) de semiondas, ou seja, 1λ/2, 2λ/2, 3λ/2, 4λ/2, 5λ/2, e assim por diante. Logo, a Série Harmônica (ou sequência de sons "permitidos") dentro da Vuvuzela será:

  • n = 1 - Primeiro harmônico:
  • n = 2 - Segundo harmônico
  • n = 3 - Terceiro harmônico
  • ... e assim por diante.


Podemos generalizar a formação dos harmônicos através da série matemática abaixo onde n = 1, 2, 3, 4, 5,.., N é o que chamaremos de número de ordem do harmônico:

Note que podemos generalizar ainda mais a Série Harmônica escrevendo que para o harmônico de ordem N vale λN = λ1/N enquanto que fN = N.f1. Desta forma, se conhecermos os valores de comprimento de onda e frequência do primeiro harmônico podemos facilmente encontrar os valores de comprimento de onda e frequência de todos os outros harmônicos, como nos mostra a tabela abaixo:

Harmônicoλf
1λ1/11f1
2λ1/22f1
3λ1/33f1
4λ1/44f1
5λ1/551
6λ1/66f1
7λ1/77f1
8λ1/88f1
9λ1/99f1
10λ1/1010f1
.........

Uma Vuvuzela típica tem comprimento aproximado L = 68 cm = 0,68 m. Dentro dela o som se propaga com velocidade próxima a V = 340 m/s. Podemos estimar o valor da frequência f1 para n = 1, o primeiro harmônico que se forma na coluna de ar no interior da Vuvuzela:

f1 = V/2L = 340 / 2 x 0,68 = 340 / 1,36 = 250Hz

O primeiro harmônico (ou fundamental) é grave, compatível com a sonoridade de "zumbido" da Vuvuzela. Mas ela não emite só este harmônico. O seu timbre característico corresponde à superposição de outros harmômicos. E agora, de posse do valor da frequência f1 podemos encontrar todos os outros valores de frequência (f2, f3, f4, ...) dos próximos harmônicos. Isso já está feito na tabela abaixo usando a ideia fN = N.f1 desenvolvida acima.

Harmônicof (Hz)
1250
2500
3750
41000
51250
61500
71750
82000
92250
102500
......

Observação: A cada vez que a frequência sonora dobra dizemos que subimos uma oitava. Assim, o harmônico n = 2 é a oitava do harmônico n = 1 (pois f2 = 2f1 ) assim como o harmônico n = 4 é a oitava do harmônico n = 2 (pois f4 = 2f2) e assim por diante. Assim, a Série Harmônica vai reproduzindo a cada harmônico novas notas musicais, cada vez mais agudas, ou seja, com frequências mais altas. Mas nem todos os harmônicos (ou notas) têm a mesma intensidade (ou volume). Desta mistura de diferentes notas (harmônicos) em diferentes intensidades (volumes) é que temos o timbre, o perfil de onda inconfundível da Vuvuzela.

:: Som Literalmente Ensurdecedor

A tabela acima contém dados reais de um experimento realizado pelo SAMJ - South African Medical Journal que mediu níveis de intensidade sonora média (N) de diversos harmônicos de uma Vuvuzela típica em quatro pontos diferentes: na orelha do tocador da Vuvuzela, na saída da corneta, a 1m e também a 2m desta saída.

Para você ter uma ideia quantitativa, o limiar da audição humana corresponde ao nível de 0 dB (zero decibéis). Uma conversa normal chega a 60 dB. Um aspirador de pós a 70 dB. A buzina de um automóvel bem com uma sirene pode chegar a 110 dB, mais ou menos o mesmo nível sonoro de um show de rock. Com 120 dB vibrações intensas no tímpano já podem produzir dor e desconforto. É o que chamamos de limiar da dor. Uma turbina de avião ultrapassa esse limite pode gerar ruídos de mais de 120 dB nas suas proximidades. Note que, para alguns harmônicos, em certas frequências, uma Vuvuzela não fica muito atrás de uma turbina de avião quando se trata de nível de intensidade sonora! Não é pouco!

Um som contínuo acima de 85 db já pode provocar danos auditívos. Por isso, pessoas que trabalham expostas a ruídos intensos e por muito tempo devem usar protetores (ou abafadores) auriculares. E, com eu disse acima, muita gente tem feito uso de abafadores sonoros nos ouvidos para poderem assistir aos jogos da Copa do Mundo 2010 nos estádios com um mínimo de conforto.

Não foi por acaso que o SAMJ publicou artigo com as medições de níveis de intensidade sonora dos harmônicos da Vuvuzela. A ideia era alertar a todos de que as Vuvuzelas podem , de fato, fazer mal para a boa audição!

:: Observação Importante sobre Intensidade Sonora

A escala de nível de intensidade sonora N não é linear, é logaritmica, como a escala Richter usada para medir abalos sísmicos (veja aqui e também aqui).

No caso da intensidade sonora, seu valor em dB (decibéis) é sempre encontrado fazendo-se o seguinte cálculo:

onde I é a intensidade sonora do som aferido e I0 = 10-12 W/m² a menor intensidade do som que uma pessoa com audição saudável pode ouvir.

Fonte: Física na veia

Bola da Copa fica 'imprevisível' a partir dos 73 km por hora, diz Nasa


As diferenças de desempenho da bola oficial da Copa do Mundo viraram objeto de estudo da Nasa, a agência espacial americana. A Jabulani (“celebração”, em zulu) foi comparada à bola usada na Copa de 2006 na Alemanha, a Teamgeist (“espírito de equipe”).

A Teamgeist, no lugar dos hexágonos costurados, tinha 8 painéis fundidos por um processo térmico. A Jabulani tem 14 painéis – e ganhou sulcos aerodinâmicos.

Segundo a Nasa, quando a Jabulani se desloca em velocidade elevada, o ar próximo à superfície vira um fluxo assimétrico. Forças laterais podem resultar em “desvios e mergulhos voláteis”. A bola tende a assumir o comportamento imprevisível quando passa da barreira dos 73 a 80 km/h, detalhou o engenheiro aeroespacial Rabi Mehta, do Centro de Pesquisa Ames da Nasa, na Califórnia.

Para tornar as coisas ainda mais emocionantes para os goleiros, vários dos estádios em que ocorrem os jogos na Copa da África do Sul estão em altitude elevada, logo a densidade do ar é menor. A bola tende a se deslocar, portanto, mais rapidamente.

Fonte: G1

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